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Dos olhares no tempo

No corre-corre da cidade grande

Múltiplos passos se perdem pelo caminho

Às vezes vazios, às vezes repletos

Com o caminhar gritante que dita o ritmo

No corre-corre da cidade grande

A rotina massacra os dias

Os desejos somem

Com o caminhar gritante que dita o ritmo

No corre-corre da cidade grande

Os anseios que, resilientes, resistem

A vontade que pulsa

Com o caminhar gritante que dita o ritmo

No corre-corre da cidade grande

As faíscas que nascem do acaso

Adormecidas, surpresas, vivas

Com o caminhar gritante que dita o ritmo

No corre-corre da cidade grande

A prosa que se desenvolve sem pressa e compromisso

A experiência que se desenvolve na leveza

E o caminhar que flui

No corre-corre da cidade grande

O tempo que desacelera

A vida que emerge

Os sentidos se expandem

No corre-corre da cidade grande

A prosa se acaba e o relógio volta a correr

Seríamos os mesmos de antes?

Ou estaríamos diferentes?

Não sei, só sei que foi assim

Diz o poeta

Eu nada digo

Apenas aguardo pelas próximas fogueiras



Miguel Barros

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