Buscar

Mata-borrão

Um mato de fim de era

Fechou o caminho velho

De rua não transitada

De nome já esquecido

Mata-pasto, mato grosso, mato alto

Mato rua, nome velho e memória

Ainda apago da lembrança a história

Do perjuro que me fez morrer à míngua

Virou a história lenda

A lenda tornou-se mito

E o mito morto o Estado

Do “nada havia antes"

Mata-pasto, mato grosso, mato alto

Mata a rua que morria devagar

E a foice e a enxada que matou

Marmeleiro que sequer disse um ai

Parede virou tijolo

Tijolo voltou a barro

E o barro assentado solo

Do limbo que nada lembra.

Sepultei a casa velha cuja alma

Já havia desabado para o sul

Onde a alma do negócio se mantém

Do vintém que aliena o homem nu.


Leandro Costa


Instagram: @entrearvoresememorias

Podcast TEAR: https://open.spotify.com/episode/2Eh5r2u7vlDqmqXW0H0ac5?si=TZuAxiKPTdyiDQTLGFba-w

Posts recentes

Ver tudo

Café

O aroma das manhãs; Expresso Para o primeiro convite; Capuccino Para fortalecer as amizades; Frappe Depois de um amor gostoso; Duplo Debaixo do cobertor acompanhados de um livro; Mocha Fortalecendo os

Por mais Acrósticos

A palavra Amarrotada, Amarrada Cerrada, Cicatrizada, Concluída Rasga-se, Refaz-se, Reproduz-se, Recompõe-se, Recria-se no acróstico. Obliterada, Olvida, Oculta Secreta, Sagrada Transgride, Transver e

Mundo Qualquer

Tenho achado que já não sou firme o bastante pra amolecer se quiser Para rabiscar num papel e ir-me às linhas e achar-me em um mundo qualquer Tenho notado que já sei demais e não sei mais esquecer se