Um tuberculoso no século XIX

Sacode ao ser uma tosse constante;

O corpo, a febre o enche de calor.

Carnes míseras, notório palor,

Face entristecida, olhar não brilhante.

O sangue, na doença degradante,

Foge; desaparece tal humor

Por saliva rubra, a que tem sabor

De morte; o cheiro é de fim não distante.

O corpo fino e de grave cansaço,

Apesar de tudo, guarda a alma, ainda;

Porém o suco da vida..., bagaço!

Cada tosse fermenta a angústia infinda;

À mente domina a loucura de aço.

Cisma ele: “A vida devia ser linda!”.


Cleiton Alves

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