Ah meu senhor, que saudades!

Ah meu senhor, que saudades! Um tanto de teimoso que sou Me dá uma vontade De correr desenfreado, Alcançar o João do tempo, Pra dar um abraço tão apertado Até tirar-lhe o juízo e voar desembestado. Ah meu senhor, que saudades! Que me abre o peito E me dói de um jeito Que meu coração padece, Pede ar emprestado E já esfalfado, grita desamparado Por falta da bem amada Que de longe também não aguenta E se pendura aos pés do telefone pedindo

-

Por favor, traz pra mais perto

um pouquinho daquele

por quem meu coração disparou!


Mas meu senhor, que saudades! E como se não bastasse, Não tem band-aid que segure, Nem remédio que cure A não ser o calor do afago Me ajeitando e com sorriso largo Nos abraços do meu amor.

Posts recentes

Ver tudo

Onde vais pelas trevas impuras, cavaleiro das armas escuras (...) Cavaleiro, que és? – que mistério Que te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? Álvares de Azevedo Por que é que voc

Lucas e Adalberto escreveram sua carta ao Papai Noel juntos. Empolgados, eles conversaram sobre o que fariam quando recebessem seus brinquedos. Lucas pediu uma bola e Adalberto um carrinho de madeira.

Dentro de mim cadeado, Porta aberta, cárcere privado, Ventre ancestral do tempo, Dentro de mim, muralha, Que a palavra não apaga Chica da Silva, Marielle, Anita, Dandara, Pagu, Maria Quitéria, Maria B

Deixe seu comentário: