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Estrada da desilusão (Sérgio de Carvalho)

Quando olho prô cerrado,

Com seus galhos retorcidos,

Vejo nele os rebolados,

De tantos dos meus conhecidos.

O vento nunca se comparece,

E o sol nunca se deita,

E também meus olhos não desprendem,

Daquela que meu coração deseja,

E em que minha alegria seria perfeita.


No horizonte calor e imensidão,

E dentro de mim,

Esquenta uma grande paixão,

Pego sempre as estradas,

Querendo alcançar as suas mãos,

Mas de longe a avisto,

De mãos dadas pondo fim a ilusão.


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