top of page

Mar(é)concreto

De sal a granizo adentro no mar de concreto, multidão-poesia. Formas em relevo, ângulos a penetrar, alturas a anonimizar. De suor a tremor caminho ligeiramente na engrenagem cíclica. Gente que sempre vai a algum lugar, gente que sempre tem que chegar, gente que não vê tanta gente. De acolhimento à polidez demoro a criar laço, abraço, afeto. Longe tanto, toda distância é abissal. Tempo dividido em frações milimétricas de eficácia e perdido em parcelas infinitas de contato adiado. De indolência à disciplina criativa recebo o que o dia tem para dar. Beleza singela da vida a palmos. Beleza dura e geométrica a qualquer luz. Beleza angustiante do frio que paralisa e estreita o que é humano. Do litoral à metrópole sou onde estou, onde estive, onde passo. Pontes de ar.


Carine Mendes



Posts recentes

Ver tudo

Cavaleiro Negro (Aline Bischoff)

Onde vais pelas trevas impuras, cavaleiro das armas escuras (...) Cavaleiro, que és? – que mistério Que te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? Álvares de Azevedo Por que é que voc

Brinquedos (Alessandra Barcelar)

Lucas e Adalberto escreveram sua carta ao Papai Noel juntos. Empolgados, eles conversaram sobre o que fariam quando recebessem seus brinquedos. Lucas pediu uma bola e Adalberto um carrinho de madeira.

Múltiplas (Valéria Pisauro)

Dentro de mim cadeado, Porta aberta, cárcere privado, Ventre ancestral do tempo, Dentro de mim, muralha, Que a palavra não apaga Chica da Silva, Marielle, Anita, Dandara, Pagu, Maria Quitéria, Maria B

留言


Deixe seu comentário:
bottom of page