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O luto (Alessandra Barcelar)

Fazia trinta anos.

Trinta anos em que Ernesto ligava para ela quatro vezes ao dia durante o trabalho.

Trinta anos recebendo flores ou chocolates uma vez por semana ou, em tempos de economia ruim, o convite ao jardim para sentar de mãos dadas e compartilhar a imagem da lua ou contar estrelas.

E agora o vírus o levou embora.

Ela sentiu sua cabeça girar. Que estava com náuseas. Que o ar não atingia seus pulmões.

Porém sabia que seria somente os primeiros dias.

Os primeiros dias sem Ernesto.

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