Buscar

Obscuro domínio


Amar-te assim desvelado Lábio mordido na luz. Praia estendida ao Sol Na areia do ventre olvido.

Fogo-fátuo de desejo Feroz, barco louco. Onomatopeia teu corpo Tenaz do meu viver.

Sorriso vertendo vida Teu abraço desertor. Mãos que tocam o infinito No alcance vasto do imediato.

Beijo que é noite escura No dia que ali amanhece Intemporal, estático, Que o Amor um dia finda.

De novo, o teu toque: Lua sonhada sibilante Mordendo o céu límpido Da tua boca que apetece.

Movimento que não pára O começo que não termina.

Ser teu mais uma e outra vez,

Ser rio que em ti deságua .…


Bruno de Sousa

Posts recentes

Ver tudo

Café com verso

Se num instante contigo imagino Um encontro inusitado, eu confesso Que o universo como um abrigo amigo Nos recepciona em café com verso Ocasião remota surpresa Imensidão em ter um momento Para se cont

O melhor café do mundo

Nada parecia abalar a simplicidade daquela manhã. E da força ancestral do barro que emprestava ao velho fogão. O vento soprava sem pressa, a lenha crepitava cantando E as labaredas exibiam a inconfund

Cacoema

Precisa alcunha me deram Chamam-me boca do inferno Um inclemente juiz Sem capa, toga e terno. Se me encontrares no espelho Não te assalte o medo De ver-te como a mim veem Para a alegria de todos Sou u