Buscar

Te marco


Não penso na flor: penso nos silêncios institucionalizados, nos assédios vivenciados, no preconceito estrutural, na equidade, na violência naturalizada, na desumanização do outro, na objetificação da mulher, nas mulheres negras, na invisibilidade das mulheres cientistas, na pluralidade do ser, no feminicídio, no gozo das mulheres, no não gozo das mulheres, nas pontencialidades perdidas, penso também nas poetas que se mataram, na raiva da Nina Simone, na virulência de Mississipi Goddam e no movimento terrorista em relação aos corpos das mulheres e toda essa carnificina. Penso então na flor, na flor como cinismo simbólico e espinhento que nada entende e prolifera a praga da docilização de nossos corpos.


Texto retirado do livro In-quietudes de Vandia Leal. Padê Editorial - Cole-sã escrevivências, n. 13.

http://pade.lgbt/loja/vandia-leal-in-quietudes/

Posts recentes

Ver tudo

Café

O aroma das manhãs; Expresso Para o primeiro convite; Capuccino Para fortalecer as amizades; Frappe Depois de um amor gostoso; Duplo Debaixo do cobertor acompanhados de um livro; Mocha Fortalecendo os

Por mais Acrósticos

A palavra Amarrotada, Amarrada Cerrada, Cicatrizada, Concluída Rasga-se, Refaz-se, Reproduz-se, Recompõe-se, Recria-se no acróstico. Obliterada, Olvida, Oculta Secreta, Sagrada Transgride, Transver e

Mundo Qualquer

Tenho achado que já não sou firme o bastante pra amolecer se quiser Para rabiscar num papel e ir-me às linhas e achar-me em um mundo qualquer Tenho notado que já sei demais e não sei mais esquecer se